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“Sucessão da OAB/RN e os anseios da categoria”

Publicado em 13.11.2009

Kennedy Lafaiete Fernandes Diógenes, advogado

 

Tradicionalmente, os juristas, e mais efusivamente, a classe advocatícia, celebram o seu dia com eventos distribuídos em uma semana inteira, sendo a data de 11 de agosto, que alude à abertura dos primeiros cursos de Direito no Brasil, em 1827, um marco anual de reflexão. Nesse ano, os referidos festejos ganharam um incremento a mais, azeitado pelas discussões acerca da sucessão da direção da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Rio Grande do Norte, que ocorrerá na segunda quinzena de novembro próximo, dominando animadamente todas as rodas e conversações. De fato, desde o início deste semestre, percebemos uma movimentação intensa dos grupos políticos, muitas conversas, composições diversas, propostas, pesquisas, dentre outras ações que visam a formação de uma chapa atraente, competitiva, com boas e viáveis propostas.

No entanto, constatamos que poucos são os aspirantes à cadeira central da OAB/RN que buscaram junto à base os anseios da categoria, nossas necessidades, nossos temores e dificuldades, que projetariam um programa de gestão auspicioso que, se levado à prática, traria valiosas e profundas modificações no modo de como nos vemos e de como somos vistos pela própria sociedade. É que nós, advogados e advogadas, estamos cansados de ver vilipendiadas as nossas prerrogativas, de enfrentarmos, sozinhos, os abusos de alguns servidores públicos arbitrários, que impedem ou dificultam o exercício profissional; estamos cansados de defender uma advocacia com ética, quando muitos crêem o contrário; cansados de lutar por uma remuneração digna e, principalmente, de sermos nivelados por baixo, colocados na vala comum daqueles maus profissionais que coabitam todas as atividades humanas.

Foi por isso que ficamos sensibilizados pela atitude de Dra. Lúcia Jales, presidente da Associação Brasileira de Mulheres da Carreira Jurídica, Secção do RN, que produziu uma pesquisa inédita, de fôlego, ouvindo-nos acerca da identificação dos óbices profissionais acima referidos, referenciando um programa de superação. Drª Lúcia Jales, em sua pesquisa, deixou-nos entrever que sua principal preocupação é o amparo institucional na efetiva defesa de nossas prerrogativas, valorizando-nos profissionalmente, passando, obrigatoriamente, pela qualificação profissional permanente, pela severidade nas sanções disciplinares e pela estruturação de programas de incentivo à advocacia. Enfim, o engajamento de uma OAB voltada para uma advocacia forte. Assim, sonhando com uma advocacia forte, é que fazemos votos de que Drª Lúcia Jales aceite ser, em setembro próximo, candidata à presidência da OAB/RN, a qual dirigirá, certamente, uma classe madura, em ambiente fértil para uma profunda transformação social, resgatando a confiança e a imagem de probidade que tanto honrou e honra aqueles que se dedicam à nobre missão de defender os injustiçados.